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Terça, 22 Abril 2008 01:39
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“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008” Eram 6h da manhã de dia 20 de Março e na área de serviço da GALP em Oeiras, na A5, reunia-se um grupo de pessoas (e de jipes) que tinham mais do que um destino em comum...


“Tou Deserto P’ra Ir - Marrocos 2008”

Eram 6h da manhã de dia 20 de Março e na área de serviço da GALP em Oeiras, na A5, reunia-se um grupo de pessoas (e de jipes) que tinham mais do que um destino em comum: partilhavam todos a ansiedade, e o entusiasmo pela aventura que os havia levado ali àquela hora e que os iria levar muito mais longe, as paisagens marroquinas. Acredito que a maior parte dos membros mais jovens da caravana (no qual orgulhosamente me incluo) também partilhavam uma enormidade de sono, excluindo talvez o “sempre-pronto” Vasquinho, mas tempo era coisa que não faltava para recuperar as horas de sono perdidas. 

Partimos uns minutos mais tarde e durante o percurso até Tarifa juntaram-se a nós um dos dois jipes que faltava, Kilo e a sua tripulação. O único jipe a faltar, Juliette, tinha partido do Algarve e só se iria juntar a nós já em Tarifa, junto ao barco. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”
Quando chegados e já preenchidos os papéis que nos iriam dar autorização para entrar em Marrocos, tivemos que esperar umas custosas 3 horas, visto que não havia lugar no barco para todos, apesar do Sr. Tito conseguir embarcar e ter que esperar por nós em Tânger.

Não é que a caravana se tivesse importado muito porque nem meia hora depois eu própria filmei quase todos os seus dignos membros a dormir profundamente dentro dos carros, em posições que não lembrariam nem a Mário Soares. 

O tempo não se encontrava propriamente agradável e em Tarifa chovia e o mar estava tudo menos calmo, o que levou a que a travessia de barco fosse extremamente desagradável para os estômagos mais sensíveis da caravana, houve quem chegasse mesmo a chamar o bom e velho amigo Gregório já no final da viagem, o que para o “Tira-Dentes” se transformou num momento a não perder, por isso teve o cuidado e a simpatia de filmar o acontecimento. 

Quando atracámos em Tânger ainda tivemos que passar pelo tormento que é a fronteira ainda para mais existindo carros e pessoas que nunca tinham entrado em Marrocos, o que complicou muito as mentes trabalhosas dos funcionários da fronteira e que frustrou as portuguesas mais pacientes. Como por exemplo o episódio que se passou com o João Vicente que já por duas vezes tinha sido chamado pelos funcionários porque o número dele não entrava no sistema, e qual não é o seu espanto quando acompanha o senhor ao computador e vê que o grande problema era que ao inserir o número o marroquino carregava no “Escape” e não no “Enter” como era suposto. E assim se justificou a nossa espera. 

Já instalados no Hotel Íbis foi literalmente, xixi e cama porque a alvorada do dia seguinte ficou marcada para as seis da manhã.

Por incrível que possa parecer, no dia seguinte o arranque dos jipes foi mesmo dentro do planeado, o que até valeu uma salva de palmas para nós mesmo, solicitada pelo Jorge Bernardo. 

Neste 2º dia tínhamos que fazer 800km para chegar ao albergue Chez Sadoq. Almoçámos com os nossos semelhantes, os macacos, que muito agradeceram, especialmente ao Alberto que ainda lhe cedeu quase um cacho de bananas. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Da parte da tarde apanhámos paisagens espectaculares, e para nosso espanto caiu neve, o que no inicio desmoralizou maior parte da caravana, com membros a afirmaram que tinham trazido protector solar e etc, mas que brevemente foram conquistados pelo ambiente e pela beleza da montanha.

 

Nestes km’s começou a odisseia que cansa os ouvidos de quem não vai a conduzir mas que é fundamental para quem o faz: as comunicações sobre ultrapassagens. “Está livre; agora vai um para baixo; está livre outra vez; continua livre; não passem agora; etc…”

Chegados ao albergue, em Erfoud, fomos jantar e dormir, coisa que já se tinha passado na noite anterior porque estava tudo moído da viagem, embora o nosso conceito de jantar e o dos marroquinos não seja muito aproximado, nós não nos deixávamos derrotar, tínhamos as nossas provisões. Além disso, o melhor estava para vir….

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

No dia a seguir a alvorada já foi um pouco mais tarde, e assim que tirámos ar aos pneus para podermos partir para a areia, colocou-se tudo nos seus lugares e seguimos o guia que havíamos contratado no dia anterior, o Joseph, que nos prometia um dia espectacular no Erg Chebbi, ele que afirmava que era o treinador da Madalena Antas, participante do Dakar. 

Podia passar aqui umas quantas horas a tentar descrever o nosso dia no deserto do Erg Chebbi e mesmo assim não conseguia, penso que posso falar por todos quando digo que foi o melhor dia da viagem e que encheu as medidas a todos, embora tenham sido inúmeros os atascanços, e alguns valentes, e até a avaria do carro do Alberto e o beijinho que o Zé António decidiu dar à erva de camelo.

 “Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Desde o poço da morte, em que a Ilda deve ter pensado por longos minutos que era desta que ficava ali enfiada num buraco qualquer com um marroquino que não devia lavar os dentes há já meses, a Clara que tapava os olhos com a mão sempre que se avizinhava uma descida mais comprida, ao Alberto que viu o dia no deserto a terminar com um marroquino a levar-lhe a mulher e a filha, e a pensar que devia ter feito tudo de bom noutra vida para o Alá lhe dar um presente daqueles na Páscoa, e a ser conduzido por outro que o levou até ao albergue, facto esse que já não lhe deve ter agradado tanto. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”
Claro que impossível esquecer a alegria de todos quanto a nossa caravana se cruzou no meio das dunas com a Elisabete Jacinto, foi um verdadeiro encontro de “tugas” sem se perceber bem quem estava mais espantado, nós ou a própria Elisabete e a sua co-piloto.

Mais uma vez íamos pernoitar no Chez Sadoq e contrariamente ao que se tinha pensado não tivemos que nos preocupar em arranjar uma oficina para solucionar a avaria do “Hotel” visto que o nosso espantoso guia chamou uns amigalhaços que arranjaram o carro durante a noite, substituindo disco, embraiagem e etc num sábado à noite, véspera de domingo de pascoa. 

No 3º dia da nossa viagem estava planeado irmos visitar as gargantas do Dadès e do Todra, onde acabámos por fazer mais um dos nossos almoços tipicamente “tugas” onde tínhamos até o concurso das tasquinhas, correndo de carro em carro a comer os petiscos. Depois de um almoço que até foi longo e de tirarmos algumas fotos, porque a paisagem fazia valer a pena, continuámos o nosso caminho até ao albergue Tomboctou. 

Mais uma vez falando por todos e exceptuando as noites de campismo, penso que foi esta a noite que mais agradou devido ao albergue que apesar de estar no meio do deserto tinha uns quartos fantásticos com camas fantásticas, e melhor que tudo um menu super internacional. Atenção, melhor que tudo para os jovens séniors, porque para os juniors da caravana o melhor foi mesmo a piscina, e que independentemente do ligeiro frio que se fazia sentir e de já estar a escurecer, nós aproveitámos e demos uns valentes mergulhos que souberam a pato. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Nessa noite até se teve direito a uma marroquina a dançar a dança do ventre e o grupo socializou depois do jantar, o que não era muito normal dado a podridão normal do pessoal e depois foi tudo descansar para aguentar o dia que se avizinhava. 

No dia que se seguiu continuámos a nossa viagem em direcção a sul. Foi logo da primeira parte da manhã que surgiu a primeira peripécia, e visto que as coisas já andam a ficar chatinhas porque não acontecia nada de empolgante, nós resolvemos logo o assunto: perdemo-nos uns dos outros. No lugar onde era suposto estava o “Alfa”, o “Charlie” sempre na sua alçada e o “Delta”. A seis quilómetros de distância, o que parecendo que não no deserto é muita distância, estava o “Echo”, o “Fox trot” e o “Golf”. O outro grupo de desertores estava nas dunas, situação invejada até por aqueles que não se tinham perdido. Assim que resolvida a confusão inicial através dos rádios porque ninguém se entendia com ninguém, visto que falavam todos ao mesmo tempo o “Fox Trot” deu ao “Alfa” as coordenadas do sítio onde eles estavam e seguimos para lá. Mais difícil foi para o Piedade parar o Loureiro visto que ele não tinha rádio e estava convencidíssimo que estava no trilho certo, o que resultou numa situação de quase abalroamento para o informar que tinha que parar. Ninguém pode criticar a sua concentração na condução. Enquanto isto o outro grupo, que se julgava experiente em areia devido ao dia do Erg Chebbi, tinha alguns membros atascados o que demorou mais a reunião de todos no sítio onde estava o “Charlie” e o “Delta” e onde acabámos por almoçar depois do “Alfa” ir também recuperar o grupo que estava na areia. 
Durante a tarde as coisas decorreram naturalmente e o único evento a relatar, além daquele que devia ser dito de linha em linha visto que acontecia de 50 km em 50 km que era a paragem técnica devido à pressão das bexigas femininas, foi a passagem pelo posto militar onde nem nos mandaram parar, pedindo apenas cigarros, coisa que não tínhamos visto que nenhum membro da caravana fumava. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Quando chegados a Mamhid fomos atestar o depósito e procurar um local para o nosso primeiro acampamento. Acabámos por acampar num albergue, mas utilizando as nossas próprias tendas e nesta situação nem vale a pena descrever porque imagens valem mais do que mil palavras e imagem é coisa que nós temos. De certeza que ninguém se esqueceu das descobertas feitas nessa noite, desde a Clara a cantar o fado, o Alberto a encantar cantando e dançando até ao “Tira-Dentes” a dançar, no entanto não esquecendo, vale sempre a pena recordar. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

A alvorada da manhã seguinte foi particularmente especial com o carro do “Tira-Dentes” a soar o alarme as 6h da manhã porque achou que era boa hora para avariar, e que nos acompanhou durante o pequeno-almoço até perto das 8h. Pouco depois partimos em direcção ao Lago Iriki e foi nessa ligação que tudo aconteceu.
Primeiro a suspensão do Zé António partiu e parámos para que os vários mecânicos da caravana a pudessem reparar, sendo que pelo menos um deles ficou a segurar no guarda-sol, não vendo por isso a sua importância reduzida. Enquanto os profissionais trabalhavam a restante caravana foi almoçando e protegendo-se do sol que estava abrasador. Houve quem fizesse mesmo uma sesta, o Sr. Presidente, dando o belo do exemplo. 

Quando arrancámos novamente, ao fim de umas duas horas, não avançamos muito porque uns metros a frente demos com um grupo de turistas espanhóis a pedirem-nos para pararmos. Esse mesmo grupo tinha passado por nós já há muito tempo, e pediam ajuda porque uma senhora de 70 anos tinha fracturado uma vértebra, segundo o marido e o filho que eram médicos, e eles queriam contactar com alguém para que pudessem chamar um helicóptero, embora 3 jipes do grupo deles já tinham ido procurar ajuda na cidade mais próxima. 

Nós tínhamos um telefone satélite mas primeiro que o conseguíssemos por a funcionar andou o Nuno lá a volta até que a minha mãe teve a excelente ideia de pegar no livro de instruções e ver que aquilo tinha uma antena que nós não tínhamos puxado, típica atitude “tuga”, não ler o livro de instruções. Os espanhóis lá conseguiram contactar com quem queriam mas não era possível chamar um helicóptero e por isso o grupo deles veio atrás de nós até uma zona em que eles se iriam dirigir até à cidade e nós seguiríamos para o Lago Iriki. E assim foi. Já no Lago Iriki e depois de se andar lá a acelerar o Loureiro teve um furo e mais uma vez, vieram reparar o sucedido. O dia não nos estava a correr de feição e já não era cedo. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Tivemos que ser rápidos a tirar a fotografia com os jipes, com os membros todos, com as lonas do clube e patrocínios e logo arrancámos para as pistas duras. 

Duras é sem dúvida um bom adjectivo para as definir e não posso dizer muito mais, a não ser que foram os 15km mais longos da minha vida. 
Quando chegámos ao hotel, em Tata, foi mais uma vez xixi cama. 

Finalmente, tivemos uma noite em que dormimos mais uma hora do que era normal e as primeiras horas da manhã foram dedicadas aos jipes, visto que mais do um tinha que ir a uma oficina e para outros as primeiras horas foram de uma experiencia inovadora. Como o caso da Ilda que foi ao hospital em Tata, visto que estava pior das dores que a acompanhavam desde o inicio da viajem. Felizmente as dores aliviaram um bocado e pelo que disse, o serviço foi muito bom.
A ligação que se seguiu foi toda em alcatrão, parámos numa cidade para almoçarmos costeletas de borrego grelhadas e a parte feminina da caravana aproveitou para fazer compras para o jantar que se aproximava. 

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Já no final do dia chegámos à praia branca onde fizemos uma extensão de mais ou menos 25km, cada um ao seu ritmo mas todos com uma paisagem fantástica. Uns metros à frente tínhamos o Bou Jerif, o local onde íamos pernoitar essa noite, usando as nossas próprias tendas. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Mais uma vez foi uma noite de convívio que só as imagens podem descrever melhor, mas desta vez com uma tenda personalizada onde montámos o nosso refeitório e onde mais tarde dormiu a comitiva jovem da caravana ao som do roncar da comitiva sénior, o que se revelou mais que desagradável. 

Às onze da noite juntou-se a nós o grupo da Mauritânia que já estavam de regresso e que nem aí tiveram descanso pois já de madrugada tiveram que ir ajudar um jipe que estava atascado na praia. Essa particular actividade foi em conjunto com o grupo de Marrocos já que foi o “Alfa” e o seu condutor em conjunto com outro carro da comitiva da Mauritânia que os ajudaram. Enquanto isto os outros membros masculinos roncavam satisfeitos e quentinhos sem se aperceberem de nada. De manhã acordei logo com o Jornal Matinal, mais conhecido por Carina, a informar-me de toda a história. Já não bastava ter que esperar que os membros mais irrequietos da comitiva jovem se calassem e providenciassem o sossego para dormimos em paz, acordei sem perceber patavina do que se estava a passar e a pensar que a Carina tinha, simplesmente, sonhado. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Fizemos o percurso até Agadir junto à costa, onde parámos para comermos nas barraquinhas do peixe frito, onde já se encontravam a almoçar os membros da caravana da Mauritânia, e onde tivemos a agradável companhia de um senhor muito simpático e com um sorriso muito bonito que cantou para nós e que dançou de forma muito especial, apesar de ao ter chamado o nosso presidente para dançar com ele ter assinado a sua carta de demissão visto que se verificou uma versatilidade verdadeiramente presidencial na forma como Zé Manuel dançou para nós tal qual Alberto João Jardim nas suas piores noites. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Para piorar ainda queria ficar com a caracterização especial do senhor, ou seja, o seu bonito chapéu, que nem devia estar carregadinho de piolhos nem nada. 
Importante referir e visto que vai ficar para a posteridade, que quando mencionei o sorriso bonito do marroquino cantor estava a ser irónica porque aquele corta palhas tinha tudo menos beleza. 

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Depois do almoço iniciámos a jornada até Marrakech com algumas paragens por causa do sobreaquecimento que o carro do “Tira-Dentes” já vinha a ter há alguns dias e também pelas ditas paragens técnicas. Quanto mais nos aproximávamos de Marrakech mais se notava, pois o trânsito piorava. A caravana estava siderada devido à condução dos marroquinos e no entanto ainda nem tínhamos chegado mesmo à cidade…
Quando chegámos já era noite e desde burros e carroças em sentido contrário, como bicicletas ou mesmo pessoas a pé no meio da via, havia de tudo! E os carros é q tinham q ter cuidado para não serem abalroados porque eles simplesmente não param, optam por desviar-se o que torna tudo ainda mais confuso. 
Dormimos no Hotel Ibis e depois de uma confusão por causa dos quartos, jantámos mesmo por lá. No dia a seguir ía tudo para a Medina para as compras, essencialmente, por isso foi-se tudo deitar para revitalizar as energias. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

O dia na Medina começou com o grupo todo junto e com um guia a dirigir-nos às lojas que ele achava serem as mais típicas. Visitámos uma loja de pratas, onde os vendedores ficaram logo mais que chateados por nós regatearmos que nem berberes como eles próprios afirmaram, visitámos também uma farmácia, onde muitos pensaram ter encontrado a cura para muita coisa, inclusive para o ressonar, e depois acabaram por pagar bem mais do que pensavam pela dita descoberta. E depois disso até à hora de almoço foi sempre a esvaziar a carteira. Já ao almoço o grupo acordou em separar-se, cada um almoçava onde queria e fazia as compras que queria porque tornava-se muito mais fácil andar na Medina em grupos pequenos do que andarem 30 pessoas todas juntas. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Sendo assim só nos encontrámos mais tarde no hotel e a maior parte do grupo acabou por ir jantar à praça, onde se comeu muito bem e com muito barulho a mistura, típico tanto dos portugueses como dos marroquinos. Só para escolhermos a banca onde comemos quase que houve uma sessão de luta livre entre os empregados de cada barraquinha e ainda nos chamaram traidores por não termos escolhido a que eles queriam. Todas ofereciam o mesmo, peixe frito, carne grelhada, saladas, salsichas, camarão, etc…

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Depois do jantar deu-se mais uma volta pela praça para ver também a animação à noite, que acabava por ser muito diferente da de dia e depois voltou tudo ao hotel, esgotados mas bem carregadinhos de souvenirs de Marrakech. 

A nossa viagem estava a terminar e no outro dia de manhã começamos a nossa jornada até Tânger onde iríamos apanhar o barco para fazer a travessia para Tarifa. Parámos para almoçar numa área de serviço onde vendiam morangos e deliciámo-nos porque eram mesmo saborosos. De regresso à estrada, e já sem a convicção de apanharmos o barco das 16h, continuámos a nossa viagem. Desta vez entrámos todos no barco e quando chegámos a Espanha, ainda nos conseguimos perder uns dos outros até chegarmos ao Hotel Octávio, visto que mesmo ao fim de 10 dias ainda continuávamos a falar todos ao rádio ao mesmo tempo, parecia que da próxima vez tinha que ser um curso mais intensivo, talvez uns 20 dias, para nos começarmos a habituar à ideia. 
Fomos jantar a um restaurante perto do Hotel, onde o menu foi tapas, como é óbvio, e ao qual se seguiu um discurso do Presidente sobre o passeio que estava na recta final. 

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Com a mudança da hora houve uma ligeira confusão na alvorada seguinte, e tivemos mesmo que ligar para os quartos de alguns membros que tinham trocado o fuso horário apesar de terem uma forte ajuda das “canhas” que tinham bebido na noite anterior. 

Logo de manhãzinha o grupo começou a separar-se e a fazer o regresso a casa a seu ritmo, tendo alguns motivos fortes como a Susana e o Nuno que partiram mais cedo para matar as saudades do Gonçalo.
O pequeno grupo que ainda se mantinha foi almoçar ao Rei dos Frangos já no Algarve, e depois disso, e apesar da distância ser curta, a viagem pesou muito mais. 
No rádio faziam-se as últimas despedidas e agradecimentos, e mais tarde ouviram-se as últimas cantorias, desta vez tendo como tema as canções de intervenção.
Como no inicio, o encontro final foi na bomba da Galp em Oeiras, e agora muito mais reduzidos, deram-se os últimos abraços e beijinhos e foi cada um para o seu canto, com emoções que não eram claras, ansiosos por voltarem a casa e ao conforto ocidental e outros já com saudades do cheiro marroquino e das areias do Erg Chebbi, mas todos com uma certeza: é uma experiência a repetir.

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

Um muito obrigado a todos pela experiência…

“Tou Deserta P’ra Repetir…”  

Relato da autoria de Leonor Alves

“Tou Deserto P’ra Ir Marrocos 2008”

ClubeTT Oeiras  
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Actualizado em Segunda, 06 Setembro 2010 10:54
 

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